terça-feira, 9 de abril de 2013

A facilidade de construir uma empresa.

Ter uma ideia e pôr em prática.
O processo tem caminhos simples e outros complicados, mas nunca se pode perder a esperança.Aqui encontra algumas informações gerais e outras concretas dos processos e caminhos a seguir.Espero ser do vosso agrado.



 

Projeto de um mecânico que ficou desempregado

Oficina ambulante presta assistência automóvel ao domicílio

Luís Pombo, 31 anos, mecânico de profissão, residente no Bairro do Pinheiro, na cidade da Guarda, está a prestar assistência automóvel ao domicílio, um serviço inovador na região.
Foi em Dezembro de 2008, que o mecânico, que já trabalhou em várias empresas do ramo automóvel da cidade, iniciou a atividade, criando o serviço «Auto Rodinhas» que abrange todo o distrito da Guarda.
O empresário contou ao Jornal A Guarda que o projeto surgiu após ter ficado desempregado: “Fiquei desempregado e queria abrir uma oficina. Pedi ajuda ao Centro de Emprego e disseram-me que já havia muitas oficinas na Guarda. As posses económicas também não eram muitas e então resolvi fazer a assistência automóvel ao domicílio”. “Comecei com um carro ligeiro, pequeno, e em Fevereiro deste ano, comprei uma carrinha para poder desenvolver melhor a minha atividade”, referiu, salientado que avançou com o serviço pioneiro “a pensar nas pessoas”, tendo até em conta que pratica “preços muito competitivos”.
O mecânico ambulante faz todo o tipo de reparações e aquelas que não podem ser feitas em casa do cliente são efetuadas “em instalações que tenho em Vale da Mula (Almeida) e aqui na Guarda”. “Sempre que é necessário fazer algum serviço mais complicado, faço-o na oficina. Os mais rápidos de executar são feitos em casa do cliente”, explicou.
Luís Pombo faz praticamente todo o tipo de reparação automóvel: revisões gerais, mudanças de óleo e de filtros, de correias de distribuição, de discos e de pastilhas de travões, instala escapes, amortecedores, faz reparação de furos em pneus, de motores, procede à substituição de baterias, etc.
Adianta que nos serviços efetuados na cidade não cobra a deslocação e “se for para fora, é conforme o serviço”. “Se for uma emergência, o cliente paga 15 euros, no máximo, pela deslocação. A mão-de-obra e os materiais utilizados na reparação são pagos à parte”, esclarece o proprietário da única oficina ambulante da Guarda e da região. Também refere que “se numa deslocação temos, por exemplo, 5 serviços para o mesmo sítio, dividimos o valor da deslocação pelos clientes, o que fica mais em conta para quem solicita o serviço”.
O mecânico está satisfeito com a procura do serviço que disponibiliza, assegurando que “o trabalho tem crescido bastante de dia para dia”. “Tenho solicitações todos os dias, até aos sábados, domingos e feriados e estou disponível 24 horas por dia”. Como não pode “estar em todo o lado ao mesmo tempo” contou que “em dias de muita solicitação faço marcações para os dias seguintes. Claro que se for uma emergência, procuro estar o mais rápido possível no local”.

Muitas solicitações
Chegam das aldeias

Muitas das solicitações que recebe chegam de pessoas que residem em aldeias “porque as pessoas andam ocupadas com a vida do campo e recorrendo aos meus serviços não perdem o dia, não deixam o trabalho atrasado”.
Por outro lado, o “Auto Rodinhas” também é procurado por “pessoas da cidade que pedem para lhes levar o carro à inspeção periódica obrigatória”. Também é muito requisitado por clientes que compram carros fora da cidade da Guarda e pedem ao mecânico que os acompanhe “para ver o aspeto geral dos mesmos”, para que não sejam enganados no negócio.
Das várias situações que viveu, e que jamais esquecerá, recorda o dia em que foi procurado por um cliente que “tinha atestado o depósito do carro em Espanha e disse que o motor não puxava. Fui ter com ele, tirei a gasolina toda do depósito e apenas deixei lá 5 litros. Depois, telefonei ao cliente a dizer que o carro estava pronto e que o podia ir experimentar, mas a gasolina espanhola continuava no depósito. O cliente foi experimentá-lo e disse que nem parecia o mesmo”. “Às vezes, são coisas que as pessoas metem na cabeça e os carros não têm nada”, conclui.